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Hoje quando queremos acender o fogo usamos fósforos. Curtos, finos, feitos
de madeira, papelão ou barbante encerado, os fósforos de fricção fabricados
atualmente têm, no final da ponta, uma quantidade mínima de trissulfato de fósforo,
que se decompõe e arde diante de baixas temperaturas e incendeia os demais produtos.
Este pequeno, mas essencial invento, só passou a fazer parte da vida cotidiana
no final do século 19 quando um sueco finalmente produziu um fósforo seguro.
Os homens conheciam e usavam o fogo milhares
de séculos antes que fosse descoberta uma forma de ativá-lo quimicamente. Acredita-se
que os chineses utilizavam “pauzinhos de fogo” por volta do ano 1000 AC. Porém,
o elemento básico para fabricar fósforos foi descoberto acidentalmente em 1669
pelo alquimista alemão Henning Brandt. Em uma de suas tentativas de transformar
metais em ouro Brandt descobriu o elemento fósforo (em grego “o que traz luz”).
Em 1680 o cientista britânico Robert Boyle - um dos fundadores da química moderna
- reparou que uma chama era formada quando o fósforo era esfregado no enxofre.
Boyle acreditava que a chama não era causada pela fricção, mas sim por algo
inerente ao fósforo e ao enxofre. Ele tinha razão. Encontrara o principio que
conduziria a invenção do fósforo. No inicio do século 19 na Europa foram desenvolvidos
diferentes dispositivos químicos para ativar fogo, alguns usavam a combinação
fósforo-enxofre de Boyle, outros gás de hidrogênio, porém, todos eram muito
perigosos além de incômodos.
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